Geraldo Lima, cara gente boa, deu várias dicas, entre elas a minha predileta: observar o teor alcoólico. 11% é um bom vinho, 12% um ótimo vinho, 13% um vinho excelente. Facinho pra qualquer um... LEIA MAIS
Fiquei devendo a postagem de mais dicas do cara. Clica aí:
A Orquestra Filarmônica do Ceará apresenta domingo (hoje), às 18h, no Theatro José de Alencar, peças de Maurice Ravel, Gabriel Fauré e Georges Bizet, no espetáculo intitulado "A Música Francesa". A apresentação faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil.
Só mais um estímulo: A entrada é gratuita, mas a Orquestra sugere que se doe 02 Kg de alimentos e também notas fiscais, destinadas ao programa "Sua nota vale dinheiro", do Governo do Estado. Até lá!
Você conhece o Diogo Mainardi? Se conhece sabe que ele é um jornalista que escreve sem nenhum escrúpulo. Se não conhece, fica sabendo: ele é um jornalista que escreve sem nenhum escrúpulo, capaz de acusar quem nunca foi julgado na lei; ou de defender a opressão como forma de mudança social (já disse considerar aceitável demolir barracos de quem não tem onde morar). Um tipo que parece usar o código de ética dos jornalistas pra limpar a própria bunda.
Mainardi é tudo o que sempre repudiei para alguém que exerce a função de jornalista, ou o que se pode chamar de egocêntrico opressor, com certo poder nas mãos e sem inteligência o suficiente para saber que pode ser descoberto. Um sujeito que personifica a máxima de que a ignorância traz felicidade: medíocre, superficial e sádico, é feliz com a própria vida porque não sabe que poderia ser diferente. E sendo assim , tão acomodado com a condição em que se encontra, busca emoção tratando com estupidez quem não pode se defender.
Não, não estou sendo ética ao julgá-lo dessa forma, mas posso alegar o que já inocentou muitos criminosos no Brasil: insanidade temporária. Acabo de assistir “Inglorious Basterds”, do Quentin Tarantino, a história de uma perfeita vingança dos Judeus contra os nazistas, que faz qualquer um sair do cinema num estado eufórico de esquizofrenia brutal. Quase um Diogo Mainardi. Com a diferença básica de que a motivação Tarantinesca é nobre.
No filme, uma milícia de judeus americanos planeja assassinar, de uma só vez e com a mesma crueldade nazista, os grandes nomes do 3º Reich, em um evento social. Incluindo o próprio Hitler. Teria sido bom, não? E essa é a magia do filme de Tarantino, reescrever a história da forma que a humanidade sempre desejou
Foto: Divulgação (sou louco, mas sou feliz)
Assim, inspirada em Tarantino, resolvi usar a mesma insanidade perversa de Mainardi (no caso dele permanente) para escrever minha perfeita vingança brasileira contemporânea.
Foto: Divulgação
O evento teria sido no dia 2 de dezembro de 2007, em São Paulo. Uma festa de lançamento do sistema de transmissão digital na rede globo, com o excelentíssimo ministro das comunicações, hélio costa, fazendo as honras de abertura. Tudo escrito com iniciais minúsculas mesmo, porque gente desse tipo não merece que eu gaste teclado com eles.
Pensei em explicar que o ministro hélio costa é pau mandado da globo e que o sistema nipo-brasileiro de TV digital, defendido por ele e adotado por nós, em nada contribui para a democratização da comunicação, só faz com que tudo continue do jeito que está, o que é melhor para as empresas comunicacionais, entre elas, a rede globo. Mas ai, pensei melhor. Resolvi seguir a doutrina mainardista e dizer apenas que a globo, o hélio costa e todos os convidados previstos para essa festinha são uns merdas. E só por isso, serão convidados
Foto: Divulgação (bunda da xuxa)
O fato de o evento bomba acontecer na globo seria bom não apenas pela oportunidade de destruir esse império de comunicação anti-ética, mas também porque a gente pode acabar tendo a sorte de contar com a presença da xuxa por lá. Apenas um brinde. E seria uma gozada mandá-la pelos ares
Foto: Divulgação
Como boa cearense que sou, lutaria até o fim para garantir a presença do tasso jereissati e de toda a família gomes. Incluindo aquele lado que hoje se diz saboya. Ainda no âmbito nordestino, poderíamos convidar o acm neto, representando o avô que já se foi. E já foi tarde. Já que o sarney grudou na presidência do senado, a gente dava um jeito de pregar a bunda dele em uma cadeira na primeira fila. E bem ao lado do collor de mello, que já tem lugar reservado.
Foto: Divulgação Seria bom ver o cabeção do josé serra explodindo como um jerimum podre atingido por uma baladeira. E seria melhor se ele fosse atingido por um proletário nordestino bem cabeçudo que estuda em São Paulo e já foi acusado, pelo cabeça de jerimum, de causar o fracasso das escolas públicas paulistas. A gente podia até pendurá-lo num varal ao lado do fhc, do geraldo alckmin e do arthur virgílio e ai, fazer uma competição de tiro ao alvo. Daí era só garantir a presença de todos do psdb e dos democratas – que nada tem de democrático – e convidar o diogo mainardi, dizendo que era pra ele cobrir o evento e depois escrever uma reportagem. Foto: Divulgação Como não daria pra explodir a emissora apenas com as enxadas do MST, a gente podia tentar financiamento bélico das FARC. Dizem que o Hugo Chávez tem bom relacionamento com eles, então o Lula podia conversar com o Chávez pra fazer essa articulação. Claro, a gente gravaria o ninho de cobra da globo - que estaria cheia de cobras - indo pelos ares e enviaria a fita pro Fidel Castro. Assim, ele poderia se entregar ao sono eterno e se encontrar com o Che na santa paz de Deus, certo de que, ao menos no Brasil, não haveria mais nem bastardos e nem inglórios.
Era feriado e ela queria ir à praia, mas ele preferiu aproveitar pra acordar mais tarde e passar o dia, gostosamente, sem fazer nada. Ele queria apenas um café quentinho, quando acordaram, mas ela tinha certeza que só uma macarronada poderia saciar a fome de quem passou a manhã dormindo, mas de estômago vazio. Ela sugeriu um restaurante baratinho, mas ele, que adora cozinhar, preparou a macarronada dela em casa. Ele podia ter se servido direto da panela, mas ela pôs a mesa, ascendeu incenso e vela e colocou pra tocar uma música que ele gosta.
Depois do café da manhã dele e do almoço dela, ele deitou-se imaginando que - mania dela - iriam dormir a sesta. Ela deitou-se, mas provou que ele estava errado.
Ela queria assistir um filme de ação, comendo um saco bem grande de pipoca, mas ele já tinha alugado aquele seriado de mulherzinha que ela adora e, por ela, agüentou seis horas de vários episódios. Comeram pizza, porque ele acha que comer pipoca dá muito trabalho.
A noite chegou quente, mas ela, friorenta, deixou o ar desligado e ele mudou para outro quarto mais ventilado. Dormiram. Ele feliz com o dia surpreendentemente animado. Ela entendendo que às vezes não tem nada melhor do que ficar assim, gostosamente, sem fazer nada.
Foto: Candice Machado - Andrógino No livro O Banquete, o filósofo grego, Platão, conta a história do que seria para ele a origem da espécie humana; que a escritora, editora, conferencionista internacional e feminista contemporânea, Rose Marie Muraro, resume: “no início não existiam homens e mulheres, mas sim um ser único de quatro pernas, quatro braços, duas cabeças e hermafrodita... Esses seres se chamavam Andróginos. Em grego andros quer dizer homem e gyno significa mulher.”
Foto: Candice Machado - Andrógino “Eles eram tão poderosos e auto-suficientes que ameaçavam o poder dos Deuses. Zeus, o rei de todos eles, para se vingar, cortou o andrógino no meio, separando, assim, o homem da mulher. E daí em diante, eles se tornaram fracos, passando o tempo todo, no fundo do seu ser, a procurar um ao outro para reencontrar a unidade e a felicidade perdidas e assim deixando em paz os deuses para governarem o mundo do jeito que eles queriam.”
Segundo Muraro, “é assim que a harmonia primordial se quebra, porque toda divisão significa conflito, portanto luta, portanto domínio dos que ganham sobre os que perdem. E é assim que se inicia esta última fase da humanidade de domínio e desequilíbrios que chegam até a beira do fim da espécie humana, causado pela destruição acelerada da natureza.”
Foto: Candice Machado - Andrógino Essa reflexão nos leva a entender a exploração do homem sobre a mulher como a gênese de todas as outras relações de opressões que conhecemos hoje. Uma relação que ultrapassou os limites privados e pessoais, chegando aos conflitos sociais e seguindo à exploração ambiental que vivenciamos. É preciso desconstruir toda uma cultura de opressões para dar início uma nova relação de desenvolvimento social.
“A dicotomia homem/mulher é muito mais profunda do que a dicotomia pobre/rico. Essa última é uma guerra apenas para abolir a sociedade de classes, mas a primeira é pela sobrevivência da espécie” (MURARO, 2006).
Foto: Divulgação Vamos à feira! É só escolher, tamanho P, M, ou G? E o seu estilo favorito, saia, vestido, ou calça? Prefere uma maquiagem bem sofisticada, ou uma pele natural e bronzeada?
Foto: Divulgação Peito grande ou pequeno? Com bunda ou sem bunda? Gordinha ou magrinha? Exótica ou tradicional? Bom, ai vai depender do seu ponto de vista: exótica pra você é uma loirinha de olhos claros, ou uma morena de cabelos enrolados? Na verdade, também pode ser um meio termo: morena de olhos claros, com vagina e pênis ao mesmo tempo!
Foto: Divulgação Você acha que estou falando de mulheres? Não mesmo. Essas fotos ai acima e ao lado são da Realdoll. Uma boneca produzida pela Abyss Creations, com temperatura e textura da pele semelhantes as dos seres humanos. Ela tem expressão facial e pode ser morena, branquinha, ou banzeada (com marquinha e tudo!).
Foto: Divulgação (Isso é uma boneca!) Além da expressão facial, olhos, cabelos, peitos, bunda, maquiagem, esmalte, boca, nariz, formato do rosto, roupas e acessórios, pode-se ainda escolher o tipo de vagina e se vem com pelos pubianos e acompanhada de pênis e testículos.
Em tempos de mulher objeto, quem precisa de uma mulher real se pode ter uma boneca de verdade? Ninguém corre o risco dela querer se rebelar!
Começou com um amigo. Aos 5 anos ele presenciou um assalto dentro de casa e, traumatizado, desenvolveu TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou a doença que o Roberto Carlos teve.
Mais tarde foi outra amiga. Temia se apaixonar pelo pai, pelas amigas, pela mãe, pela psicóloga e parar no inferno, já que tudo isso era pecado. Pensava compulsivamente que um dia cairia em tentação – mesmo nunca tendo vontade de fazê-lo – e a obsessão era tamanha que achava que só partiria dessa se fosse “pra melhor”. Graças ao TOC, não partiu: tirar a própria vida seria o passaporte para o inferno.
Recentemente outro amigo e uma crise de pânico dentro do ônibus. Isso lembrou outra amiga que apresentava algo de excessivamente nervoso ao escolher uma mesa em local público: ”não quero mais ficar, não quero mais ficar”. Sim, ela estava se recuperando de uma crise de pânico.
Foto: Divulgação
Com exceção da aversão incontrolada por um animal de poucos centímetros - a barata - nunca tive medos infundados, mas, recentemente, temi faltar ar dentro do cinema. O medo durou poucos segundos, até que raciocinei: “se faltar, começo a gritar e me levam pra fora da sala. Passo por doida, mas morrer, eu não morro.” Assisti ao filme, tranquilamente, até o fim.
O problema é que comecei a pensar em situações parecidas. Se faltar ar dentro do elevador? Será que todo elevador tem aquelas portinhas superiores que a gente vê nos filmes? Se eu estiver só, como vou subir ali? Quanto tempo demora pro elevador voltar a funcionar? Se voltar a funcionar e eu estiver lá em cima? Lá em cima tem ar?
Também soube de uma argentina seqüestrada, enquanto voltava do médico a pé, e levada para o tráfico internacional de prostituição. Agora temo ir sozinha ao supermercado.
E ainda: meus irmãos, amigos e marido: estarão vivos na minha velhice? Meus filhos estarão por perto? Terei saúde? Resultado: chorei assistindo a um filme B sobre um velhinho solitário! E se um dia me tornar uma capitalista conformada, fazendo tudo que sempre repudiei? Preciso urgente voltar ao movimento estudantil, mas com pouco tempo, tenho medo de não dar conta do recado!
Foto: Divulgação
Parece loucura? Que nada, louco, hoje, é quem não teme. Afinal, o que diríamos de alguém que mora só, numa casa de muro baixo, sem cerca elétrica? É medo de morar em casa, de andar a pé, de abrir a janela do carro, de sair à noite, de estacionar longe, de vestir a roupa errada, de casar, de não casar, de não se formar, de se formar, de ficar desempregado, de não ter filho, de ter filho, da velhice, da solidão, de multidão, de ir pro inferno...
Será a nossa “era da informação” sinônimo de “era do medo?” Recebemos diariamente incontáveis informações sobre como ficar rico com o próprio negócio, como se manter jovem, como não errar na produção, como se precaver de assaltos, como encontrar a pessoa certa, como votar, como ter sucesso, como ter saúde, como ser feliz. E não são apenas fórmulas, o que encontramos nas farmácias, confecções e concessionárias de carro mais próximas.
Foto: Divulgação
Compramos também padrões de comportamento, desde o instinto materno da Angelina Jolie até o corpo da Madonna aos 50 anos de idade, ou o estudo de qualidade da filha da Xuxa no exterior. Símbolos sociais impostos, que mais servem ao lucro de uma classe, do que ao benefício da sociedade.
O cientista social Pierre Bourdieu chama de “violência simbólica” quando os símbolos são utilizados como “instrumentos de imposição, que contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre a outra”. E quando sentimos medo, se não diante de uma situação de violência?
Em
Em homenagem ao clima generalizado, segue a música "Paranóia", do Raul Seixas: